Aniversário Do Blog – Post Millennial

Foto Reprodução
Foto Reprodução

Numa tarde monótona no meu quarto. Sem saber ainda o que quero fazer da vida. Eu, celular e wi-fi.

Começo com uma olhada no Instagram. Curtos algumas fotos e talvez poste uma. Em seguida, pesquiso sobre a história da moda e fico inspirada. Vejo fotos bonitas no Pinterest e escrevo um post no meu blog. A história do hip-hop também me interessa. Acabo criando várias playlists no Spotify. Old school, underground, west coast e rap nacional. Tudo organizado, do jeitinho que eu gosto.

Leio sobre política e feminismo, mas não me limito apenas à um lado da história, preciso formar minha opinião sobre os assuntos. Leio livros on-line sobre estilo, bolsa de valores, amor próprio e fotografia. Faço download de um aplicativo legal que promete ensinar um língua nova e tento aprender francês sozinha. No Youtube acho uma garota que faz tutoriais de maquiagem. Quando percebo já assinei um canal de beleza, culinária e outro de música.

Uma vez alguém disse que conhecimento nunca é de mais, eu concordo totalmente. Minha geração foi abençoada com a internet, que quando usada com sabedoria é uma fonte imensa de conhecimento. Por que eu desperdiçaria isso? Logo eu, que quero saber fazer um pouco de tudo e de tudo um pouco.

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Hoje o blog faz 2 anos! Por isso eu resolvi escrever esse post sobre mim – bem millennial haha -, para agradecer todos que acompanham meus posts, já comentaram, curtiram ou só olharam. Eu amo esse blog e espero continuar por aqui mais alguns anos.Obrigada!

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Rap E Liberdade De Expressão

Eu resolvi escrever um pouco sobre música aqui no blog, que é uma coisa que eu amo tanto quando moda e sinto falta de comentar sobre isso aqui.

O que eu vou escrever é minha opinião pessoal. Muitos tipos de arte são descriminadas, e isso me irrita, mas vou falar específicamente sobre rap, que é meu estilo musical favorito, dar minha opinião sobre sobre as letras polêmicas e sobre liberdade de expressão.B-RabbitEu escuto todo tipo de rap, dos mais pop aos old school, dos politicamente corretos aos incorretos, mainstream e underground. Eu sou muito mente aberta, em relação à tudo. Dependendo da sua visão, você pode achar que existem letras homofóbicas, que fazem apologia à drogas, violência, que degeneram a imagem da mulher, “músicas do mal” e etc. E realmente existem, mas em algumas das vezes isso é tudo mal interpretação.

Por exemplo, NWA rimava sobre violência, gangues e coisas do tipo. Eles estavam falando sobre o que viam e viviam todos os dias, dentro e fora de casa, e não glamourizando o mundo do crime nem nada do tipo. Eminem é muito criticado pelas coisas que escreve, ele já deu algumas entrevistas explicando o por quê de tanta violência nas letras:

As pessoas não me conhecem, elas não sabem quem eu sou de verdade e por que eu falo as coisas que falo. O que eu realmente estou fazendo é pegando as merdas que estão erradas no mundo e fazendo piada disso. Muitas pessoas escolhem ignorar o que está errado no mundo… Pobreza, falta de moradia, violência, estupro e toda essa merda. Eu visto isso, entendeu? E é por isso que um monte de gente não gosta de mim.”

Eu acredito muito na liberdade de expressão, censura é uma coisa que eu destesto. Eu acho muito ridículo quando os pais querem fazer o artista parar de cantar o que ele está cantando ou fazer o que está fazendo por que vai influenciar a cabeça do seu filho de 6 anos. Não estou dizendo que não influência, mas você tem que educar seus filhos. Se ele escuta músicas ou ver coisas na TV sobre matar, roubar e usar drogas, ele também tem que saber sobre dor, sofrimento, o que é cadeia e as consequências dessas ações. Porém digamos que um indivíduo matou alguém e ele escutava “música violenta”, a culpa não é do artista, a pessoa que matou não é normal, essa pessoa tem problemas. Abaixo vou deixar 3 músicas que falam um pouco sobre esse assunto.

When The Music Stop do D12 é sobre não confundir hip-hop com realidade quando a música acaba. No verso do Bizzare (o último) ele está confuso e fala sobre o que já fez por influência de músicas. No final ele pega uma arma para se matar, mas som para e ele percebe a realidade.

Para deixar claro, tudo o que ele fala que fez nessa música não é real. É apenas um verso inteligente para passar a mensagem que ele queria.

No 2° verso de The Way I Am, Eminem fala sobre o massacre de Columbine, e como a mídia jogou a culpa da tragédia no Marilyn Manson.

Stan é provavelmente a música que mais vai simplificar o que eu expliquei acima. Vou deixar o vídeo legendado, ele fala por si só.

Obviamente você não é obrigado a ter o mesmo gosto que eu tenho, se você se sente ofendido por esse tipo de música, não escute, mas também julgue. E para quem gosta, não repitam isso em casa, crianças!!!

Ser Você Mesmo, Nunca Esteve Tão Na Moda

cocoEis que a frase de Coco Chanel – a moda passa, o estilo permanece – tem ganhado força, não sei se é apenas impressão minha, mas sinto que cada vez mais as mulheres estão querendo se libertar e buscando para si sua própria voz.

Creio que muitas pessoas do lado de fora da indústria, ainda tenham o preconceito antigo da padronização descabida que a moda leva, o que infelizmente acaba sendo uma realidade se olharmos por outro lado. Lembro-me de ter assistido o documentário “The September Issue” – que mostra a produção da edição de setembro da Vogue americana – e a Anna Wintour comentar, que as pessoas temem a moda, pelo fato de que a moda as assustam ou as fazem se sentir inseguras, então a rejeitam. Imagina você gostar de rosa, em um mundo onde todos preferem azul?

Nesse momento eu vejo que tudo depende do nosso ponto de vista e de como nos sentimos em relação a nós mesmos. Entenda, moda é algo que você pode adequar a seu estilo, bem diferente de mudar seu estilo por causa da moda. Todos nós, com um tempo, aprendemos o que é ter personalidade. Quem você é? O que te define? Isso é algo, que nem de longe, se compra em uma loja Chanel ou venha como informação na Vogue. E quando estamos cientes disso, qualquer tipo de alienação é singela.

O que vocês pensam sobre isso? Me contem. Beijinhos!